quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

APÓS MORTE DE 4 POLICIAIS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA FAZ DESABAFO: "A POLÍCIA ESTÁ SOZINHA"




RIO — Abalado com a morte de quatro policiais no fim de semana, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta segunda-feira, que ‘‘a polícia está sozinha no combate à criminalidade no Rio’’. Ele fez o desabafo durante o velório do policial civil Thiago Thomé de Deus, de 29 anos, assassinado na manhã de domingo no bairro do Fonseca, em Niterói. À tarde, ele criticou ainda o modelo orçamentário estabelecido pela Constituição Federal, que impede um maior repasse de verbas para as polícias dos estados:
— Acho que as pastas de saúde e educação precisam mesmo ter maior peso na participação orçamentária, pois são setores importantes, mas me considero só nessa luta de cobrar mais para a segurança dos estados. É muito desigual. O governo federal só nos ajuda mandando recursos para a formação de policiais. Não há um orçamento anual previsto. As pessoas se esquecem que todos têm de participar. A polícia é o único ente do poder público dentro de uma área conflagrada. A polícia é sempre a bucha do canhão. Não existe uma polícia como a nossa no mundo. É o policial que põe o peito na frente e encara esse estado de barbárie.
Sem citar nomes, Beltrame cobrou um maior apoio de instituições à política de pacificação implantada no estado.
— A polícia está sozinha nessa selvageria toda com essas pessoas que não tem apego algum pela vida e matam por um celular. Precisamos da ajuda das outras instituições que compõem o conceito de segurança pública. A ponta disso tudo é a polícia, e ela continua sozinha nessa luta — afirmou o secretário, que repetiu um alerta. — A polícia está se esgotando. A situação de impunidade impera, há uma banalização da vida. Tiram a vida das pessoas de uma maneira muito natural, tiram por causa de um carro, de R$ 30, de um celular. Isso tem a ver com impunidade.

APARÊNCIA DE ADOLESCENTES

Thiago Thomé de Deus e a mulher voltavam para casa após assistirem ao Desfile das Campeãs na Sapucaí quando um grupo de jovens abordou o carro do casal. De acordo com investigadores, o agente tentou reagir e sacou uma pistola, mas a arma teria falhado. Segundo testemunhas, alguns dos assassinos aparentavam ser adolescentes.

O Globo

O chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, também esteve no velório do policial no Cemitério do Maruí. Fazendo coro às críticas de Beltrame, ele defendeu uma discussão sobre a reincidência criminal e o tratamento dado a adolescentes infratores:
— Já passou da hora de a nossa legislação sair do mundo da fantasia e vir para a realidade.

Fonte: O Globo

Obs.: Tivemos que compartilhar, não é todo ano que essa emissora de "notícias" publica alguma coisa falando sobre a matança de Policiais.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CONHEÇA A HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR NO BRASIL

Conheça a história da Polícia Militar no Brasil
O Brasil costuma levar a fama de não valorizar sua história e, muitas vezes, podemos verificar que realmente a maioria das pessoas pouco sabe sobre instituições de renome na história de nosso país.
Poucas polícias no planeta podem se orgulhar de ter uma história tão bonita quanto a da Polícia Militar brasileira e ela merece ser contada precisamente, pois sua atuação continua a ser essencial e sua relação com a população também.
Então nada mais justo que expor seus feitos e origem. No post de hoje iremos contar a história da Polícia Militar no Brasil. Confira:

A origem

A ideia de polícia no Brasil surgiu há muito tempo, ainda em 1500, quando D. João III resolveu instituir o sistema de capitanias hereditárias como divisão territorial vigente no país.
Martim Afonso de Souza recebeu então a chamada carta régia, que o estabelecia como administrador e promotor da justiça, além de organizador do serviço de ordem pública da maneira que ele julgasse correta, em todas as terras que conquistasse.
A partir daí, os registros mostram que em 1530 surgiu a Polícia Brasileira, com o intuito de promover a organização dos serviços e da ordem pública.

A estrutura

Em nossa pátria, o modelo de estruturação da polícia seguia a hierarquia usada em Portugal na Idade Média.
O sistema então contava com a figura de um Alcaide Mor, uma espécie de juiz com atribuição militar e policial, Alcaide Pequeno, que prendia criminosos especialmente em incursões à noite e quadrilheiro, homem que fazia juramento de cumprir o dever de policial, entre outros.
Era o Alcaide Pequeno que fazia o policiamento nas cidades e era ajudado por um escrivão da Alcaidaria, além dos quadrilheiros e do oficial de justiça (Meirinho).

O embrião da Polícia Militar

Muito depois dessa arcaica organização, surgia o embrião da Polícia Militar brasileira. Ele teve sua origem nas Forças Policiais, criadas ainda no Brasil Império. A corporação com mais tempo é a do estado do Rio de Janeiro, chamada de “Guarda Real da Polícia”. Ela tem sua data inicial em 13 de maio de 1809, através de D. João IV, na época Rei de Portugal, que enviou sua corte de Lisboa para cá, por conta da sangrenta guerra que Napoleão promovia pela Europa.
Soldados da Guarda Real da Polícia de Infantaria e Cavalaria
Soldados da Guarda Real da Polícia de Infantaria e Cavalaria.

O papel nos movimentos

Em 1830, D. Pedro I abdicou ao trono e D. Pedro II não possuía idade para assumir. Surge então o governo regente, que desagrada em cheio o povo, que contesta sua legitimidade. Movimentos revolucionários surgem, como a Guerra dos Farrapos e a Balaiada. Como eram considerados um perigo para a estabilidade Imperial, o ministro da justiça, padre Feijó, cria no Rio de Janeiro o Corpo de Guardas Municipais Permanentes, com atuação importante na manutenção da paz e da unidade nacional.
Vale lembrar que mesmo antes da família real chegar ao país, já havia uma força de patrulhamento em Minas Gerais, datada no ano de 1775, como o Regimento Regular de Cavalaria de Minas, criada na antiga Vila Velha (atual Ouro Preto). Era paga com dinheiro dos cofres públicos e já podia ser considerada uma “PM” mineira.
A partir de 1831, os outros estados passam a copiar a ideia e montar as suas guardas. A partir da Constituição de 1946, as Guardas Municipais começaram oficialmente a serem chamadas de Polícia Militar.
Surgia assim, de maneira oficial, essa corporação que hoje é muito importante para nosso país e segue incessante na busca da proteção do cidadão de bem e da justiça.

Fonte: Blog - E-Militar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

OPERAÇÃO "VOLTA ÀS AULAS" É DEFLAGADA EM ASSÚ

Aldemir Saraiva de Sena Júnior, vulgo "Juninho da Professora".

Randoval Erico Cabral da Silva, vulgo "Ratinho"


A Polícia Civil de Assú, sob o comando do delegado Carlos Brandão, com o apoio do 10º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando do Major Assis Santos, deflagrou a "Operação Volta às Aulas" que resultou na prisão do traficante de drogas Aldemir Saraiva de Sena Júnior, vulgo "Juninho da Professora".
Com "Juninho da Professora" foi encontrado grande quantidade de maconha e crack, totalizando quase 3Kg de droga, apetrechos utilizados no tráfico, uma espingarda calibre 12 de uso restrito, um revolver calibre .38, muitas munições calibres 38 e cartuchos calibre 12, várias aves silvestres em cativeiro ilegal, dentre outros objetos.
Com o sucesso da operação realizada, uma quantidade significativa de entorpecentes e armas foram retiradas de circulação, contribuindo no combate ao tráfico de drogas da região e redução dos índices de criminalidade.
No desenrolar da operação, foi preso ainda Randoval Erico Cabral da Silva, vulgo "Ratinho", por força de um mandado de prisão preventiva, em razão de um roubo praticado pelo mesmo, crime devidamente elucidado pela Delegacia Municipal de Assú.
"Juninho da Professora" responderá pelos crimes de Tráfico de Drogas, Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Permitido, Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Restrito e Cativeiro Ilegal da Fauna Silvestre e a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva já foi requerida.

(Informações Polícia Civil).

DO BLOG GTO ASSÚ: Há anos esses marginais são presos processados e em seguida soltos novamente. Várias vezes presos em flagrante ou pegos em investigações da Polícia Civil.

As Polícias Civil e Militar de Assú sempre fizeram sua parte, mesmo com todas as dificuldades estruturais e de efetivo. Infelizmente o Judiciário nada ou pouca coisa pode fazer, devido as leis cada dia mais beneficiando o bandido.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ARTIGO DE UM SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR: NÃO QUEREMOS SER OFICIAIS

PUBLICADO EM 2013, O ARTIGO DO SARGENTO É ATUAL E FAZ UMA INTERESSANTE ANÁLISE SOBRE AS CLASSES MILITARES POLICIAIS. VALE A PENA A LEITURA


Nesta semana algumas propostas de reestruturação surgiram e foram devidamente publicadas em vários blogs policiais do Distrito Federal. Várias teorias surgiram, entre elas, a de que as propostas seriam apenas uma tentativa de salvação de mandatos eletivos de políticos que nada fizeram por nossa categoria profissional, POLICIAL MILITAR.

Após o surgimento destas propostas também surgiu uma suposta "carta resposta" da Associação dos Oficiais repudiando a tal proposta de reestruturação, repudiando a entrada única de policiais, sugerindo o curso de direito como pré-requisito para se tornar oficial da Policia Militar.

Acredito, entretanto, que Direito não seja o curso mais indicado para nossos gestores. Administração sim, seria o curso mais adequado para policiais que precisam gerir pessoas, verba e equipamentos. Direito poderia vir em segundo plano, poderia ser exigido para quem trabalha nas ruas, que precisam saber o que fazer com criminosos, mas não é esse o ponto principal desta postagem.

Porque me tornar oficial de policia? Porque deixaria de ser um técnico, um executor? Não existe nada de pejorativo em prender marginais, não é uma função pior do que qualquer outra, pelo contrário é algo diferente, apaixonante, que utiliza conhecimentos técnicos, legais, físicos e táticos. Não é algo para qualquer um, tem que gostar, tem que saber fazer (ou pelo menos tentar). E quando já estamos ficando melhores, mais experientes nos jogam em uma função de pseudo oficial (oficial administrativo). Um oficial que não pode agir plenamente como oficial, por exemplo não pode comandar uma companhia de um Batalhão, ficando na maioria das vezes relegado a um posto de logística/ reserva de armamento.

Achamos que somos únicos mas todas as profissões tem gestores e executores. Uma das mais nobres profissões, a de médico, que possui diretores de hospitais, burocratas que tem que desenrolar-se logisticamente para administrar salários, custos, estruturas, demandas e temos médicos que tem seus plantões, fazem atendimentos emergenciais (GTOPs, ROTAM, PATAMO), consultas (RPs), cirurgias (BOPE). Você não vê médicos se matando para se tornar diretor de hospital, é claro que alguns querem, aqueles que não são vocacionados para a medicina, mas não há esse desespero de todos se tornarem gestores, temos médicos de 30 anos de profissão que amam o que fazem e seria um desserviço retirá-los do atendimento, assim como existem médicos de 30 anos de idade que já dirigem hospitais e o fazem com grande competência. A grande diferença entre estes médicos e nós policiais é que médicos ganham bem o suficiente para não ficarem loucos para se tornarem gestores, e nós policiais militares queremos ser oficiais não pela função em si, mas pelo que ela remunera.

Quero ser um executor que tenha cursos a minha disposição, estandes para treinar, viaturas em condições e alojamentos idem, e para isso necessito da atividade meio e de gestores que estejam correndo atrás. Uma boa linha de frente, motivada, bem paga e equipada combate a criminalidade motivada e os louros dessa boa atuação refletem não apenas no combatente, mas em todos. Todos estão felizes com nossa idiotice de ficar brigando entre si. Outras corporações, o governo local, deputados, todos ficam rindo da nossa cara, achando bom esse nosso patético teatro. Eles sabem que se fossemos unidos e organizados seriamos a menina dos olhos da segurança pública, a meninas dos olhos dos governadores e principalmente da sociedade que validaria qualquer tentativa de aumento de salários de nossa tropa.

Não quero ser oficial nem salário de oficial, quero um salário digno e pronto. Continuar procurando marginais, foi para isso que me inscrevi no concurso de soldado policial militar, não foi para um dia sair major ou tenente coronel. Não tenho essa ambição, pelo contrario a cada dia que mais próximo fico da carreira de oficial Administrativo mais triste fico.

Porque não posso passar 30 anos sendo praça, correndo atrás de vagabundo, me divertindo no serviço operacional, é isso que quero, o que anseio, mas quero passar trinta anos praça ganhando bem, só isso. Um praça não tem que ganhar mal para um oficial ganhar bem, podem os dois ganharem bem e com isso todos ganham. Não tenho que me tornar oficial administrativo para ganhar bem. Que praças e oficiais entrem em acordo, pois uma policia fraca como estamos ficando não trás lucro para ninguém, oficiais ou praças.

Não quero desmerecer a função de oficial de policia, temos grandes oficiais policiais militares, e que exercem com maestria sua função, a de gestores, mas sou praça, adoro o que faço e não vejo nada de errado em continuar sendo um combatente. Desde que receba bem para isso!


domingo, 1 de fevereiro de 2015

CORONEL ÂNGELO FALA SOBRE CONVOCAÇÃO DE PMs E LEI DE PROMOÇÕES EM ENTREVISTA AO PORTAL BO


POLÍCIA MILITAR APREENDEU 317 KG DE MACONHA NO SERIDÓ DO RIO GRANDE DO NORTE

caminhoneirodroga

Policiais da 2ª Companhia da PM de Jardim do Seridó, em conjunto com o GTO de Caicó, abordarem um caminhão no trevo da RN 089, já no município de Jardim do Seridó, com um grande carregamento de maconha.
Após a abordagem ao veículo, foi constatado que o caminhoneiro Demétrio Candido Coelho, de 57 anos, residente em Campo Redondo/RN, estava transportando no interior da carga 317 quilos de maconha em 297 tijolos da droga.
O entorpecente estava no caminhão Mercedes Benz, cor azul, placas MYL 1277/Natal. O acusado e a carga foram encaminhados para Delegacia Regional da Polícia Civil em Caicó para os procedimentos de flagrante.

Com informações de Magno Cesar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

BETO FONSECA, UM DOS MAIORES PISTOLEIROS DO RIO GRANDE DO NORTE MORREU NO HOSPITAL TARCÍSIO MAIA EM MOSSORÓ

Um homem identificado como um dos maiores pistoleiros do estado morreu na manhã de quinta feira 29 de Janeiro de 2015, no Hospital Regional Tarcisio Maia em Mossoró.
Segundo informações, Francisco Alberto Araújo Fonseca, conhecido por “Beto” ou “Roque” foi encontrado há três dias alvejado com disparos de arma de fogo as margens de uma estrada, próximo a cidade de Ipanguaçu no Rio Grande do Norte. O mesmo foi socorrido para o Hospital Regional Tarcisio Maia onde morreu na manhã de hoje. 

Em 2012 Policiais civis da Divisão de Polícia do Oeste (Divipoe) juntamente com a equipe da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur) realizaram uma operação em São Miguel do Gostoso, município distante 102 quilômetros de Natal. O objetivo era capturar o pistoleiro Francisco Alberto Araújo Fonseca, conhecido por “Beto” ou “Roque”, que se encontrava há 15 anos foragido da Justiça.
Beto' ou 'Roque' é considerado o mais destemido dos pistoleiros do bando 'Mal Assombro do Rio do Meio', sendo apontado nos últimos tempos como autor de vários assassinatos ocorridos no Vale do Assu, bem como o mais provável pistoleiro a investir futuramente contra testemunhas e autoridades judiciais, promotores e policiais que estão trabalhando na força tarefa que atua contra criminosos com o perfil de Francisco Alberto.
Informações:  O Câmera / G1

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PM DO CEARÁ OFERECE UMA VAGA PARA PMs DO RN EM CURSO DE OPERAÇÕES TÁTICAS RURAIS (COTAR)

PM/ASSECOM: Sd Gláucia Paiva


A Polícia Militar do Estado do Ceará está ofertando aos integrantes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Oficiais e Praças, uma vaga para o Curso de Operações Táticas Rurais.

O Curso de Operações Táticas Rurais é ofertado pelo Batalhão de Choque da PMCE, visando capacitar os militares em ações preventivas e repressivas no combate a quadrilhas organizadas, incluindo o tráfico de drogas e armas, além do roubo de cargas e assaltos a instituições financeiras.

O COTAR será ministrado na Academia Estadual de Segurança Pública, no Batalhão de Choque e OPM's do interior do Estado do Ceará no período de 23 de fevereiro a 18 de abril, com carga horária de 450h/a.

Os militares do RN interessados em concorrer à vaga ofertada deverão se inscrever na Diretoria de Ensino da PMRN, localizado no Quartel do Comando Geral, até o dia 3 de fevereiro, das 8h às 13h.

Maiores informações pelo e-mail diretoriadeensinopm3@rn.gov.br ou pelo telefone (84) 3232-6390.


sábado, 24 de janeiro de 2015

POLÍCIA MILITAR AGE RÁPIDO E EVITA ASSALTO EM JUCURUTU

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Fonte: Blog PM Jucurutu - No final da manhã deste sábado, 24, Policiais Militares do GTO de Jucurutu receberam uma informação dando conta de que haveria homens armados rondando os comércios da Cidade, possivelmente na tentativa de praticar assaltos.
De imediato, os Policiais passaram a fazer uma “varredura” na Cidade e, quando se dirigiam ao Bairro Freitas, se depararam com dois suspeitos, em uma moto, que foram abordados, e, com eles, foram encontradas quatro munições intactas calibre 38. Além disso, a moto em que eles estavam, uma Honda Fan, 150, de cor preta, placa OJT – 5312, estava com alguns números e letras da placa adulterados com fita adesiva preta.
Os Policiais, então, conduziram a dupla até a Companhia da Polícia local, onde fizeram a identificação de ambos, sendo um deles, um adolescente, de apenas 15 anos, que vem trazendo, há algum tempo, bastante preocupação para as autoridades de Jucurutu e o outro trata-se de Joab Rodrigues Baracho, 24 anos. Contra este último, pesa um mandado de prisão em aberto. Ele é velho conhecido da Polícia de Assu e Itajá, onde participou de assaltos em janeiro de 2013.
O adolescente confessou aos Policiais que um terceiro suspeito, que estaria com uma arma, conseguiu fugir, quando viu a movimentação policial. O adolescente ainda acrescentou que, no momento em que foram abordados, estavam se dirigindo para o Bairro Freitas, onde praticariam um assalto a um comércio daquele Bairro.
Tendo detido os suspeitos, a Policia agora quer saber se eles têm envolvimento com um roubo que houve na última terça-feira, também no Bairro Freitas, a um comerciante, que teve sua casa invadida e sua família feita refém por vários minutos, enquanto os bandidos roubavam seus pertences.
Felizmente, dessa vez uma família foi polpada das mãos de bandidos impiedosos, que não respeitam ninguém. E Mais uma vez a Polícia Militar está de parabéns. Apesar de não ter condições de evitar todos os delitos – o que seria impossível, tamanha a impunidade em nosso País – essa grande Instituição vem agindo com rigor contra a criminalidade.
 A dupla detida foi levada para a Delegacia Regional de Caicó, onde será ouvida pela autoridade competente. Joab Rodrigues deverá ficar preso, já que, além de constatada a intenção de praticar o roubo, contra ele pesa um Mandado de Prisão. E, quanto ao menor, que na noite de ontem foi interceptado pela PM, quando praticava direção perigosa em uma moto, não se sabe o que acontecerá, tendo em vista que ele é privilegiado pela lei. Vamos aguardar para sabermos se as autoridades conseguem interná-lo em uma instituição para menores.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

OS DEZ ERROS

“O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã”. Leonardo da Vinci
OS DEZ ERROS QUE TÊM LEVADO POLICIAIS EXPERIENTES À MORTE De acordo com a “National Law Enforcement Officers Memorial Fondation”os dez erros que tem levado policiais experientes à morte são:
ATITUDE – Se você não está concentrado no trabalho ou leva os problemas pessoais quando sai a campo, você está cometendo erros. Isso pode custar sua vida ou dos seus parceiros.
CORAGEM DE TOMBSTONE* – Ninguém tem dúvidas que você é corajoso. Mas se a situação permitir, AGUARDE a chegada do reforço. Você não deve iniciar uma diligência perigosa sozinho.
NÃO DESCANSAR O SUFICIENTE – Para trabalhar você deve estar alerta. Dormir ou estar sonolento durante o trabalho não é apenas contra o regulamento, mas você se expõe, expõe a comunidade e os seus parceiros.
ESTAR MAL POSICIONADO – Nunca permita que alguém que esteja sendo abordado ou detido te conduza para uma posição de desvantagem. Sempre esteja atento quanto à sua posição. Mantenha a vantagem. Cada chamada é uma chamada, cada abordagem é uma abordagem. Não caia na rotina.
SINAIS DE PERIGO – Como um policial você deve reconhecer os “sinais de perigo”. Movimentos rápidos e carros suspeitos são avisos que podem te alertar para prestar atenção e se aproximar com cautela. Conheça sua comunidade e atenção para onde olha, e sempre observe se há algo de errado.
FALHA AO OBSERVAR AS MÃOS DO SUSPEITO – Ele é capaz de alcançar alguma arma ou te atacar com as mãos? O único meio dele alcançar uma arma ou te atacar é usando as mãos.
RELAXAR PRECOCEMENTE – Observe cuidadosamente. Você tem certeza que a ocorrência acabou. Não tenha pressa em relaxar simplesmente porque a ameaça imediata e aparente foi neutralizada.
USO IMPRÓPRIO OU O NÃO USO DAS ALGEMAS – Veja se a mãos que podem matar estão seguramente algemadas. Uma vez feita a prisão, algeme o prisioneiro imediata e corretamente.
NÃO FAZER A BUSCA OU FAZÊ-LA INADEQUADAMENTE – Há muitos lugares para se esconder armas e, se você falhar na busca, poderá pagar com sua própria vida ou a dos seus parceiros. Muitos criminosos portam diversas armas e estão preparados para usá-las contra você.
ARMA SUJA OU INOPERANTE – Suas armas estão limpas? Elas funcionam? E a munição? Quando foi o último tiro que você deu no estande ou em combate? Qual o sentido de portar qualquer arma de fogo se você não sabe se funcionará quando mais precisar?
*Tombstone é uma cidade localizada no Estado do Arizona, Estados Unidos, e no passado, foi palco de inúmeros duelos entre pistoleiros.
FONTE: BLOG DO CORONEL ARAÚJO

PMRN ABRE SELEÇÃO PARA QUEM JÁ TEM A INSTRUÇÃO DE NIVELAMENTO DE CONHECIMENTO (INC) DA FORÇA NACIONAL



O Boletim Geral 013/2015 PMRN, trás a abertura de processo seletivo simplificado para quem já possui a Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) da Força Nacional de Segurança Pública.

De acordo com o edital, o Policial Militar interessado deverá realizar sua inscrição nos dias 26 e 27 deste mês (segunda e terça-feira) no QCG em Natal. Ainda de acordo com o edital, os exames de saúde serão realizados no dia 02 de fevereiro e o TAF (teste de aptidão física) nos dias 09 e 10 de fevereiro.

Existem 9 vagas e o Militar deverá ser convocado para atuar em uma das diversas missões da Força Nacional espalhadas pelo país.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

INCÊNDIO DESTRÓI TRÊS CARROS DA EMATER EM ASSÚ



Na noite de hoje 16/01 por volta das 19:00h um incêndio destruiu 3 veículos da Emater que fica no bairro Cohab em Assú.
Até o momento não se sabe as causas do incêndio, policiais estiveram no local, vários populares ajudaram na medida do possível na tentativa de salvar outros veículos que estavam no local.

No momento do incêndio cerca de 8 veículos estavam no pátio da Emater, mais graças a Deus e a coragem de alguns populares, ambos conseguiram salvar os outros veículos das chamas que já se espalhavam pelo prédio da Emater, até um ar-condicionado foi consumido pelas chamas.

O chefe da Emater por nome de Evilásio também esteve no local tentando salvar os veículos.

Fonte: Focoelho

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"ESTÁ NA HORA DO RN FAZER INVESTIMENTO PRÓPRIO EM SEGURANÇA" DIZ RICARDO BALESTRERI, UM DOS MAIORES ESPECIALISTAS EM SEGURANÇA DO BRASIL E EX SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURAÇA

Roberto Lucena
Repórter

“No Brasil, ocorre um genocídio seletivo. São quase 57 mil mortos por ano e a maioria é jovem de 14 a 25 anos, negros e pobres. O Brasil não se escandaliza com o que acontece com os pobres. Se a metade dos assassinados  fosse de classe média, o país viveria em estado permanente de escândalo”. A afirmação é do especialista em segurança pública Ricardo Balestreri, que mora em Natal há mais de um ano.
Alex Régis
Especialista em Segurança pública Ricardo Balestreri dá dicas de ações que podem fazer diferença no RNEspecialista em Segurança pública Ricardo Balestreri dá dicas de ações que podem fazer diferença no RN

 Especialista em Segurança pública Ricardo Balestreri dá dicas de ações que podem fazer diferença no RN

Com a experiência de quem ocupou a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Anistia Internacional no Brasil, o especialista concedeu entrevista à TRIBUNA DO NORTE e comentou, entre outros temas, sobre a desmilitarização da Polícia Militar e redução da maioridade penal. Eis a entrevista.

O senhor conheceu várias cidades, e decidiu morar em Natal. O que motivou essa escolha?

Saí da Senasp em janeiro de 2011, muito estressado. Foram sete anos no Governo Federal muito exaustivos. Terminado esse período, decidi não ter mais função estatal e passei a trabalhar em assessoria. Conheci todas as capitais do Brasil e escolhi morar em Natal por achar mais agradável. Moro aqui há mais de um ano e meio e não me arrependo.

O senhor é especialista em segurança públicas e os números dessa área, em Natal, são assustadores. Não houve receio de se mudar para um cidade considerada violenta? Os dados sobre violência não pesaram na escola?

Na verdade pesou e ainda pesa. Eu conheço Natal há 25 anos. Eu acompanho o que vem acontecendo na cidade. A sensação de insegurança aumentou muito. Comecei a vir à Natal em uma época onde as pessoas deixavam a porta de casa aberta. Há um processo acentuado de deterioração que ocorre em todo Brasil.

Quando esse processo começou?

Desde que nós acabamos com o Pronasci. Foi o primeiro, único e último programa de segurança pública do Brasil e durou apenas três anos. A partir do encerramento do programa, em 2010, os índices de violência começaram a piorar muito. Particularmente no Nordeste. Acho que os números negativos são produto histórico de um grande descaso, abandono da área da segurança. Abandono que o Estado tem vivido nas últimas décadas e se agravou à medida que o Governo Federal abandonou a segurança. Então é o somatório de duas questões convergentes.

Os secretários estaduais de Segurança responsabilizam as drogas pela crescente escalada da violência. Seria apenas essa a explicação mesmo?

Não é só isso. Mas quero deixar claro que não culpo os secretários. O problema é que uma andorinha só não faz verão. Para fazer segurança, é preciso ter iluminação e limpeza pública, por exemplo. Se você quiser  consertar o fenômeno da insegurança, é preciso trabalhar sobre ele, mas também trabalhar o que está ao lado. Em uma comunidade que não quadra esportiva, que as ruas estão sujas, que falta luz, esgotamento sanitário, naturalmente haverá crescimento da bandidagem. Os secretários têm feito esforço, mas acho que está na hora de um esforço conjunto com o Governo Federal. Tenho grande esperança no governo Robinson Faria.

O Brasil acumula quase 57 mil homicídios por ano. Como analisar este número?

Não há nenhuma guerra, em nenhuma parte do planeta, onde ocorra essa quantidade de mortes intencionais. Isso é muito grave. É ainda mais grave porque, no Brasil, ocorre um genocídio seletivo. São quase 57 mil mortos por ano e a maioria é jovem de 14 a 25 anos, negros e pobres. O Brasil não se escandaliza com o que acontece com os pobres. Se a metade dos assassinados  fosse de classe média, o país viveria em estado permanente de escândalo. Mas morrer 57 mil pobres parece que não faz diferença. A gente já banalizou a desgraça e dor dos pobres. Não temos mais sentimento de compaixão e de verdadeira democracia.

Para enfrentar e reverter essa realidade, os governadores podem trabalhar sozinhos ou é imprescindível a ajuda do Governo Federal?

Acho que é possível fazer muito sem ajuda do Governo Federal. Quando eu era secretário, lembro que o TCU [Tribunal de Contas de União] sempre recomendava que nós deveríamos ter cuidado para não criar o vício da dependência nos Estados.  Se você faz o Estado ficar viciado no dinheiro do Governo Federal, ao longo dos anos o Estado acredita que não tem mais que investir. De alguma maneira, isso pode ter acontecido no RN. Acho que está na hora do RN fazer investimento próprio em segurança, mas tem que exigir a participação da União. Segurança pública é muito caro, mas o Estado é rico. Não podemos dizer que o RN é um Estado pobre.

O senhor já declarou que o modelo da Polícia Militar no Brasil está equivocado. Porque?

Precisamos de uma polícia de proximidade. Precisamos saber o nome do policial, conversar com ele. Com esse modelo de botar os policiais para rodar o dia inteiro dentro de viaturas, conseguimos o desastre. Esse modelo é uma cópia do modelo americano que faliu nos anos 70. Não pode funcionar. No período da Ditadura Militar, houve o sequestro das polícias. O Estado Brasileiro roubou a polícia Militar e Civil para si e afastou a polícia do povo. Precisamos ter a coragem de devolver a polícia ao povo.

Esse processo passa pela desmilitarização da Polícia Militar?

Acredito que precisamos reforçar o desvínculo com as Forças Armadas. Isso é um absurdo. Não tem que haver confusão entre polícia e Forças Armadas. As Forças Armadas são basicamente de guerra. A polícia tem política de paz. Esse vínculo é uma sequela da Ditadura e a desvinculação é necessária. Mas sou a favor da estética militar. Acho que a PM necessita da farda e dos ordenamentos militares. Mas precisamos desmilitarizar a polícia do ponto de vista ideológico. Significa que o cidadão não é inimigo da polícia, reconhecer os direitos humanos dos policiais, entre outros. A hierarquia e disciplina precisam conviver com o respeito democrático aos direitos.

Outro assunto polêmico é a discussão sobre a possível redução da maioridade penal. Qual sua opinião sobre o tema?


Essa discussão precisa ser abordada em tese e dentro da realidade brasileira. Em tese, não haveria problema em reduzir a maioridade penal porque grande do mundo civilizado a maioridade penal é inferior a 18 anos. Teoricamente não haveria problema. O mundo evoluiu muito. Agora, como no Brasil o sistema prisional incivilizado, reduzir a maioridade penal é jogar os adolescentes a todo tipo de atrocidade dentro dos presídios. Os presídios no Brasil, todo mundo sabe, são as escolas dos crimes. Os presídios normalmente não são comandados pelo Estado e sim pelos presos.

Roberto Lucena
Repórter


domingo, 21 de dezembro de 2014

MAIS DOIS OFICIAIS DA PMRN CONCLUEM O CURSO DA CIOSAC, ENTRE ELES O TENENTE RENÊ, COMANDANTE DO PELOTÃO DE LAJES

SONY DSCSONY DSCNa manhã desta quarta-feira (17), a Companhia Independente de Operações e Sobrevivência na Área de Caatinga (CIOSAC) realizou solenidade referente à conclusão do 15° Curso Intensivo. A companhia, especializada em ações de comandos na caatinga, começou a operar no sertão pernambucano em 23 de outubro de 1997. Logo em seguida ganhou o caráter de uma unidade operacional especializada tendo como base o município de Custódia.
O evento contou com a presença do Secretário Executivo de Defesa Social, Rodrigo Bastos de Freitas, do Diretor da Diretoria Integrada Especializada, Cel PM Paulo de Tarso Pacífico, do Coordenador Operacional do Interior I, Cel BM Élder Carlos, do Diretor Integrado do Interior II, Cel PM Rosemário Barros, o comandante da CIOSAC, Major Jamersom de Oliveira Lira, além das autoridades municipais, sociedade civil organizada e familiares dos formandos.
Durante um período de 15 dias de inscrição, mais de 167 policiais participaram do processo seletivo. Depois da realização dos exames médicos e físicos foram classificados 68 policiais para iniciar o curso dos quais 58 eram oriundos da PMPE, dois (02) da CBMPE, quatro (04) da PMRN, um (01) da PMBA, um (01) da PMCE, um (01) do DPF e um (01) da DPRF.
O 15° curso teve duração de 42 dias nos quais foram ministradas 30 disciplinas, dentre elas o Treinamento Físico Militar, Montanhismo, Tiro Policial, Técnicas de rastro e contra-rastro, Sobrevivência na Caatinga, Patrulha Rural, Operações Ribeirinhas e Operações Rurais.
Dos 68 policias iniciantes apenas 33 obteram êxito em todas as avaliações teóricas e práticas das diversas instruções. Dentre eles 27 da PMPE, dois (02) da PMRN, um (01) da PMBA, um (01) da PMCE, um (01) do DPF e um (01) da DPRF. “Sendo formados guerreiros prontos para combaterem no ambiente inóspito da caatinga”, discursou o Comandante da CIOSAC, Jamerson de Oliveira.

Do blog GTO ASSÚ: Todos que fazem parte do GTO Assú parabeniza os Policiais Militares do Rio Grande do Norte que se inscreveram no curso da CIOSAC, em particular ao Tenente Rêne do 10º BPM, Militar de uma capacidade de comando ímpar e admirado por seus subordinados, pares e superiores. Agora, assim como o Tenente Montenegro, um dos percussores do RN neste curso, repassará seus conhecimentos ao pessoal que combatem a bandidagem no complicado ambiente de caatinga, aprimorando ainda mais as técnicas Policiais Militares no sertão do estado.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ FAZ RESUMO PERFEITO DO MOMENTO ATUAL DAS POLÍCIAS NO BRASIL



Estamos transformando a polícia em uma instituição de covardes. Hoje, poucos policiais têm o ímpeto de agir imediatamente diante de uma injustiça ou de uma situação delituosa. Poucos têm a vontade de investigar e se expor às ruas e a seus conflitos, poucos têm a inconsequência de ir, quando a prudência normal e comum recomendam não ir.

A polícia não é uma profissão de certezas, de escolhas fáceis e certas, de ausência de riscos, de legalidades simples dos bancos acadêmicos. Polícia é risco e incerteza 24 horas do dia. Não existe a possibilidade de esperar um criminoso sacar a arma e apontá-la para você antes de você decidir atirar. Não se pode pedir sempre um mandado de busca para entrar em uma casa. Não existe sempre situações claras de risco e de flagrante delito que lhe permitam saber 100% do sucesso de suas escolhas e suas ações. Nas ruas é sacar a arma antes e atirar, entrar sem pensar para surpreender e não ser surpreendido. A polícia não é uma profissão de certezas e legalismo acadêmico. Não podemos transformar nossos policiais em pessoas acuadas e com medo de agir, com medo de responder por crimes, por abusos, por excessos.

Claro que não se pode permitir tudo, autorizar desmandos, torturas, abusos de autoridade. Mas não se pode exigir certezas e antecipações que os imprevistos das ruas não permitem. Não podemos colocar nossos policiais em uma situação de desconfiança prévia em relação aos seus atos que os imobilizem, não podemos exigir garantias que não podemos dar aos nossos policiais. Prejulgando ações policiais como de má-fé, transformamos nossos protetores em covardes que têm medo da decisão, que preferem não sair às ruas para investigar e prender. Hoje na polícia é mais cômodo não fazer nada, pois aí você evita os riscos das decisões incertas e os procedimentos que delas advém. Ocorre que isso é o fim da polícia, de nossos cães pastores, de nossos protetores.

Desgastes, equívocos e erros sempre existirão na atividade policial; mas nenhum erro será maior para a sociedade do que transformar a polícia em um lugar de covardes burocratas, que se escondem atrás de procedimentos e regras acabadas que não resolvem o imediatismo do pavor de um crime acontecendo.

Precisamos de policiais um pouco inconsequentes – pois ninguém em um raciocínio lógico e normal vai enfrentar criminosos que não tem nada a perder ou a ganhar - que não tenham medo da morte, que anseiem pelo confronto, que tenham coragem de ir quando a prudência mandar não ir. Não existe o discurso do herói, do fazer o bem para a sociedade, do transformar o mundo em lugar melhor quando apontam uma arma para você. Ninguém vai pra rua quando o confronto é iminente e a derrota certa, seja morrendo ou voltando vivo para casa. Logo nossa polícia será formada apenas por covardes. Logo o caos habitará.


Rafael Vianna
Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, atualmente é Delegado de Polícia no Paraná, assessor civil da SESP, entre outras atribuições.