terça-feira, 30 de junho de 2015

POLICIAL: UM HERÓI APEDREJADO. A anatomia de uma tragédia brasileira

Policial: a profissão mais estressante do mundo. Para defender a população, ele pode morrer em combate a qualquer momento. Não custa lembrar. Para defender você e sua família, ele pode ter que se despedir da dele.
Nunca se sabe que ocorrência os rádios anunciarão. Talvez um caso simples de pega de carros, talvez um assalto a banco comandado por quadrilhas armadas até os dentes. Policial não prepara aula nem tem o roteiro do dia: tem que estar pronto pra tudo.
O nível de resistência emocional deste profissional ou é muito alto, ou nada feito. Tem de ser “casca grossa” o suficiente pra suportar a pressão de alvejar um meliante, mesmo com o refém se debatendo à frente do alvo. É o tipo de experiência profissional que 98% das pessoas não fazem questão nenhuma de ter.
Porém, mesmo sob a alcunha de “durão”, não é tão difícil abalar o espírito do policial: além dos baixos salários, a INGRATIDÃO da população já é suficiente para tanto.
Para o absurdo geral, na mídia, nas carochinhas universitárias, e até por parte algumas vertentes da classe artística brasileira, o policial foi pintado como… vilão – a figura horrenda do “opressor”.
O povo culpa a polícia pela insegurança; culpa a polícia pela violência; culpa a polícia até mesmo quando o bandido é solto pela justiça; e acusa a polícia de agir com força excessiva e desnecessária contra o “cidadão”. Basta um spray de pimenta na cara de um estudante mascarado e pronto: o homem fardado é satanizado imediatamente.
Futebol / Copa do Mundo de Futebol de 2014 - Manifestacao contra a Copa do Mundo
Nenhum ofício é constituído apenas por profissionais exemplares; onde houver trigo, haverá também o joio. Na polícia não é diferente. Imagine se a categoria dos professores, por exemplo, fosse pagar a conta dos professores ruins? Não sobraria pedra sobre pedra. E o que dizer dos políticos, a quem a presidente Dilma parece dar o aval do “direito à corrupção”, tratando quadrilheiros como “heróis da pátria”? É exatamente isso que acontece quando a mesma lógica é transferida ao policiais.
Com exceção dos tão criticados programas policialescos, como Datena, Marcelo Rezende e CIA, que, apesar de toda superficialidade, tratam os policiais como profissão valorosa que de fato é, o restante do noticiário parece culpar toda uma instituição legítima e preciosa, em função dos erros de alguns de seus representantes, que jamais, pela lógica mais primordial, poderiam falar pelo todo. Quando um policial morre, não se vê uma nota de rodapé nem em fanzine. O pessoal dos “direitos humanos” segue fazendo cooper na lagoa, a espera do próximo bandido amarrado ao poste. Não bastasse estar morto, o policial também está censurado.
É um linchamento moral sem precedentes.
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Mas o que ou quem promove esta lamentável cultura brasileira de desrespeito, ridicularização e achincalhamento das forças policiais? E para quê?
Existem 3 conjecturas possíveis:
1. ou é o próprio cidadão que, ao invés de culpar os próprios bandidos ou o sistema que os alimentou, associa falsamente a “existência” do marginal e do “extermínio nas periferias” a uma eventual inoperância da diligência – isto quando não trata o bandido como herói ou vítima.
2. ou o próprio cidadão acredita que “policiais corruptos e violentos” representam TODA a instituição – o que seria uma impossibilidade lógica, dado que, se o cidadão pensasse assim, jamais ele confiaria em ligar para o 190 quando precisa;
3. Ou uma última hipótese: a de que existe alguém articulando a coisa toda, alguém interessado em fabricar uma falsa divisão entre “opressor e oprimido”, dentro de dois grupos (os civis X os policiais) que deveriam, obviamente, ser aliados e cooperar entre si. Alguém interessado em forjar o tradicional eleitorado de “revoltados”, dos “revolucionários”, dos “anti-burgueses”. E esses interessados tem endereço certo: a sede do PT e dos partidos socialistas.
A coisa toda acontece por uma lógica nefasta, cuja compreensão pode ser a chave para resolução da inimizade que se instalou entre população e polícia. Explico a seguir.
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A estratégia de poder dos líderes socialistas é simples: DIVIDIR PARA CONQUISTAR. Quando se fratura internamente e artificialmente uma nação em grupelhos antagônicos, tais como “civis X policiais”, “brancos X negros”, “gays X heteros”, “povo X elite”, “mulheres X homens”, “pais X filhos”, “religiosos X ateus” ou “sóbrios X maconheiros”, o indivíduo, em total estado de perplexidade, vê-se constrangido a escolher um dos lados, e a brigar com quem antes não brigava, por motivos que não lhe parecem de todo consistentes. Problemas que poderiam ser resolvidos pacificamente, ou que tem sua causa em agentes terceiros, externos à polarização forçada, são ampliados a nível da completa histeria de “um contra um”, e tornam-se uma bandeira de luta desesperada dos que são instigados a se sentirem “injustiçados”.

Neste universo construído na base da “lutas de classes”, o socialista opta por considerar uma delas como a “oprimida” (civis) enquanto a outra é supostamente a “opressora” (policiais). Assumindo a radical defesa do suposto “oprimido” (civis), os socialistas estimulam o sentimento de culpa no suposto “opressor”, que, por ignorar a estratégia política que está por trás da contenda, cede emocionalmente à chantagem do grupo mais histérico, e passa a se penitenciar por algo que de fato ele não sabe ao certo se cometeu. O policial se sente culpado por algo que não compreende, e até que se dê conta da fraude, os votos já foram depositados nos políticos que se oferecem como solução da “armadilha” criada por eles mesmos – e a conquista de poder está consumada.
Desta forma, os socialistas apoderam-se do monopólio da “defesa dos oprimidos”, e mesmo que você se sinta bem-resolvido e auto-responsável pela sua vida, e que não culpe um suposto “opressor” em sua consciência por nada que lhe acontece, ainda assim a repetição do discurso “coitadista” e a pressão exercida pela “classe” que diz representá-lo podem raptar consciências na ratoeira do “companheiro de luta”. Nem sempre a estratégia funciona, e para um mínimo consolo, vê-se muitos civis que defendem a polícia, assim como, por exemplo, vê-se muitos negros que não concordam com as cotas raciais (https://www.youtube.com/watch?v=qAQneXfkZFk).
Especificamente um líder socialista, quando culpa a polícia “genericamente” por um abuso de autoridade ou pelo sumiço do Amarildo, por exemplo – ao invés de cobrar especificamente do grupo de policiais que cometeu o crime, sem difamar a corporação toda –, ele não está exatamente preocupado com o sofrimento da família do Amarildo. O objetivo é que você, eleitor, comovido com a situação, ACUMULE SENTIMENTOS DE ÓDIO CONTRA A CORPORAÇÃO POLICIAL E A LEI, e que se torne adversário da instituição que o protege. Pronto: você se torna o eleitor revoltado em favor das “minorias oprimidas”, que vai votar no candidato com o mesmo discurso em favor das minorias oprimidas – não importando a reflexão sobre se esta suposta divisão tem sentido ou não. O senso de comunidade, de diálogo, de bem-comum e de pátria se desintegram imediatamente.
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E isto segue 8 objetivos claros em ciência política socialista:
1) Fazer você se sentir desprotegido e encontrar apoio apenas naquele grupo que retoricamente o “defende” da polícia. O cidadão iludido corre magicamente para os braços do partidão. É assim que os socialistas seduzem eleitores;
2) Confundir o senso de moralidade da população, que passa a não distinguir muito bem o mocinho do bandido, e começa com isso a perder o senso de hierarquia de valores e de diferença entre bem e mal. Quando se confunde o senso de moralidade de um povo, ele fica mais propício à corrupção, ao relativismo moral, e, portanto, propenso a desdenhar também a corrupção de seus próprios governantes. É assim que os socialistas alienam eleitores.
3) Incentivar você a se revoltar contra as instituições estabelecidas, e a começar a agir fora da lei, como uma espécie de vingança contra o Estado. O ódio que você passa a fomentar contra a polícia se transforma em retaliação, como no caso dos balck blocs do PSOL. VOCÊ COMEÇA A SE SENTIR excluído, FORA DO SISTEMA, MARGINALIZADO, e por fim, parte para cometer crimes também. E quanto mais excluído você se sentir, maior a chance de você votar nos partidos que se dizem “protetores dos excluídos”.
4) Baixar o moral do policial, para que ele desacredite na própria profissão, e, se sentindo desvalorizado, comece a agir da forma que lhe “der na telha”. E já que nem mesmo o povo a quem ele defende o valoriza, então o policial (alguns deles) passa a ceder também à corrupção, ao desleixo e ao abuso de poder para obter vantagens.
5) Estimular a compaixão pelo bandido, cuja imagem passa a ser vendida à sociedade com o verniz de “vítima pobre e negra”. O imenso eleitorado “pobre” e “negro” então se sensibiliza, e rapidamente garante o voto a seus “defensores”. Para completar, a sociedade se culpa pelo problema e passa a bajular o criminoso ao invés de puni-lo com severidade. A partir daí, gera-se uma cultura de “não-responsabilização” pessoal, e leis importantes, como os Direitos Humanos, são lamentavelmente instrumentalizadas para criminalizar a opinião de opositores.
6) Facilitar a associação dos organismos Estatais com organizações criminosas, para a formação de máfias que aliam o poder oficial com o poder paralelo, como comprova a associação para troca de vantagens mútuas mantida entre PT e os narcotraficantes da FARC, no Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel.
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7) Manter a sociedade em permanente estado de crise, engasgada de crimes e conflitos, o que vai fazer com que ela mesma solicite maior controle e poder do Estado sobre o cidadão, maior número de regulamentações, inclusive sobre seus mínimos hábitos, palavras e pensamentos, caso sejam consideradas “discurso de ódio”. É assim que eles iniciam a criminalização de pensamento e a censura de opinião. É claro que o Estado utilizará tal instrumento para calar, não a sua própria opinião, mas a dos opositores.
8) Fomentar uma opinião pública favorável que endosse, contra uma suposta polícia de “lógica repressora e violenta”, a tomada de medidas radicais, como a proposta da Desmilitarização da Polícia Militar, que imediatamente amputaria metade das Forças Armadas (já que a PM é subordinada das Forças armadas), e deixaria o poder de polícia nas mãos do governo – assim como aconteceu na Venezuela. Sem a concorrência das Forças Armadas ao Estado, assinamos um passaporte para uma ditadura de tempo indeterminado.
A coisa é de uma sordidez indescritível, que adoece o país e eterniza o problema num ciclo vicioso de conflitos sociais estrategicamente forjado, e que se retroalimenta a cada nova instigação de “luta de classes” . Não é a toa que Lênin recomenda aos “companheiros”, em sua obra “O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo”, o seguinte: “Devemos recorrer a todo tipo de estratagemas, manobras, métodos ilegais, disfarces e subterfúgios”. Como dizia Shakespeare, “por trás da loucura existe um método”.
Um governo socialista fica naturalmente inviabilizado de administrar seriamente qualquer país (o que a história, aliás, comprova), porque, se consolidar a ordem estabelecida, o Estado de direito, formação educacional e democracia plena, perde o seu próprio eleitorado. Sua permanência no poder está condicionada à estimulação da cultura do “ódio e da suspeita generalizados” (https://www.youtube.com/watch?v=jn2cb8YmAl8). Não se pode votar em gente cujo combustível de sobrevivência política é a própria injustiça que diz combater. É do interesse deles realimentar o ciclo que coloca civis e policiais em processo de inimizade constante, pois quanto mais desunida a população, maior é a legitimidade que se dá ao estado de interferir no controle das massas e da vida privada.
Insistir neste modelo de governo só continuará instilando a inversão de valores generalizada numa população “kamikazi” que se volta contra seus principais aliados, convencida de que a solução mágica da tragédia brasileira pode se resumir no estranho lema: “ÓDIO AOS HERÓIS, AMOR AO ALGOZ”.
Fonte: Blog RESISTÊNCIA TERESINA

quinta-feira, 25 de junho de 2015

GTO DO 10ª BPM PRENDE DUPLA SUSPEITA DE VÁRIOS ASSALTOS EM ASSÚ

Michael David foi preso com uma arma em Assu. (Foto: Cedida)
Na madrugada desta quinta feira (25), dois elementos foram presos armados com um revólver calibre 38, próximo a praça São João Batista, onde acontecia as festividades juninas, no centro em Assu. Os policiais abordaram os dois adolescentes que estavam abordo de uma motocicleta tipo Fan 125 de cor preta e placas OVZ-9345, de Assú. Michael David Santana de Oliveira, de 19 anos foi preso e um menor de idade foi apreendido, onde ficarão a disposição da justiça.
FONTE: JARBAS ROCHA

segunda-feira, 15 de junho de 2015

PESSOA CONHECIDA POR NELINHO É MORTO EM IPANGUAÇÚ-RN





No início da noite desta segunda-feira (15/06) foi morto com vários tiros na comunidade do Itú, zona rural de Ipanguaçú, Rondinele (Nelinho de Nestor).

Informações iniciais é que a vítima de hoje, é suspeito de vários crimes na região do Vale do Açú e agia juntamente com outro bandido conhecido por Paulinho da Picada, que foi preso após uma tentativa de homicídio na Região Seridó do RN.


Nelinho também foi acusado de ter assassinado o Soldado da PMRN Sena em 2003, na cidade de Ipanguaçú e mesmo réu confesso foi absolvido pelo Juri Popular daquela cidade.

As investigações desse homicídio ficará por conta do Delegado de Macau, responsável pela área de Ipanguaçú.

sábado, 11 de abril de 2015

"OVELHAS, LOBOS E CÃES PASTORES"



Autor: Dave Grossman, Ten Cel, Ranger, Ph.D., Autor de "On Killing"

Um veterano do Vietnã, um velho coronel da reserva, certa vez me disse: "A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis que só machucam umas às outras por acidente."
Isso é verdade. Lembre que a taxa de assassinatos é de 6 por 100.000, por ano, e taxa de agressões sérias é de 4 por 1000, por ano. O que isso significa é que a esmagadora maioria dos norte-americanos não são inclinados a machucarem uns aos outros.
Algumas estimativas dizem que dois milhões de americanos são vítimas de crimes violentos todo ano. Um número trágico, assustador, talvez um recorde em matéria de crimes violentos. Mas existem quase 300 milhões de americanos, o que significa que a chance de ser vítima de um crime violento ainda é consideravelmente menor que uma em cem, em qualquer ano. Ainda, como muitos dos crimes violentos são praticados pelas mesmas pessoas, o número real de cidadãos violentos é consideravelmente menor que dois milhões.
Há um paradoxo aí, e devemos pegar ambos os lados da situação: Nós podemos estar vivendo a época mais violenta da história, mas a violência ainda é surpreendentemente rara. Isso é porque a maioria dos cidadãos são pessoas gentis e decentes que não são capazes de machucarem umas às outras, exceto por acidente ou sob provocação extrema. Elas são ovelhas.
Eu não quero dizer nada negativo quando as chamo de ovelhas. Para mim a situação é como a de um ovo de passarinho. Na parte de dentro ele é gosmento e macio, mas algum dia ele se transformará em algo maravilhoso. Mas o ovo não pode sobreviver sem sua casca dura. Policiais, soldados e outros guerreiros, são como essa casca e, algum dia a civilização que eles protegem tornar-se-á algo maravilhoso. Por enquanto, eles precisam de guerreiros para protegê-los dos predadores.
"E então há os lobos", disse o velho veterano de guerra, "e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão." Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. NO INSTANTE EM QUE VOCÊ ESQUECE DISSO, OU FINGE QUE ISSO NÃO É VERDADE, VOCÊ SE TORNA UMA OVELHA. Não há segurança na negação.
"E então há os cães pastores", ele continuou, "e eu sou um cão pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo."
Se você não tem capacidade para a violência, então você é um saudável e produtivo cidadão, uma ovelha. Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus semelhantes? O que você tem então? Um cão pastor, um guerreiro, alguém que anda no caminho do herói. Alguém que pode entrar no coração da escuridão, dentro da fobia humana universal e sair de novo.
Deixe-me desenvolver o excelente modelo de ovelhas, lobos e cães daquele velho soldado. Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as faz ovelhas. Elas não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo. Elas podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes e saídas de incêndio em tudo quanto é canto das escolas de seus filhos.
Mas muitas delas ficam ultrajadas diante da idéia de colocar um policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que por fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.

As ovelhas geralmente não gostam dos cães pastores. Ele parece muito com o lobo. Ele tem dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, no entanto, é que o cão pastor não deve, não pode e não irá nunca machucar as ovelhas. Qualquer cão pastor que intencionalmente machuque a ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra maneira, pelo menos não em uma democracia representativa ou uma república como a nossa.
Ainda assim, o cão pastor incomoda a ovelha. Ele é uma lembrança constante que há lobos lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe aplicasse multas e nem ficasse nos aeroportos, com roupas camufladas e segurando um M-16. As ovelhas prefeririam que o cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: "Béé"
Até que o lobo aparece. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único cão.
Os estudantes, as vítimas, na escola de Columbine eram adolescentes, grandes e durões. Sob circunstâncias ordinárias, elas nunca gastariam algum tempo de seu dia para dizer algo a um policial. Elas não eram crianças ruins, elas simplesmente não teriam nada a dizer a um policial. Quando a escola estava sob ataque, no entanto, e os times da SWAT estavam entrando nas salas e corredores, os policiais tinham praticamente que arrancar os adolescentes que se agarravam às suas pernas, chorando. É assim que as ovelhinhas se sentem quando a respeito de seus cães pastores quando o lobo está na porta.
Olhe o que aconteceu depois do 11 de setembro, quando o lobo bateu forte na porta. Lembram-se de como os Estados Unidos, mais do que nunca, sentiu-se diferente a respeito de seus policiais e militares? Lembram-se de quantas vezes ouviu-se a palavra "herói"?
Entendam que não há nada moralmente superior em ser um cão pastor; é apenas aquilo que você escolhe ser. Entendam ainda que um cão pastor é uma criatura esquisita. Ele está sempre farejando o perímetro, latindo para coisas que fazem barulho durante a noite, e esperando ansiosamente por uma batalha. Os cães jovens anseiam por uma batalha, é melhor dizer. Os cães velhos são mais espertos, mas ao ouvir o som das armas e perceberem que são necessários eles se movem imediatamente, junto com os jovens.
É aqui que as ovelhas e cães pensam diferente. A ovelha faz de conta que o lobo nunca virá, mas o cão vive por aquele dia. Depois dos ataques de 11 de setembro, a maior parte das ovelhas, isto é, a maioria dos cidadãos nos Estados Unidos disse "Graças a Deus que eu não estava em um daqueles aviões". Os cães pastores, os guerreiros, disseram, "Meu Deus, eu gostaria de ter estado em um daqueles aviões. Talvez eu pudesse ter feito a diferença." Quando você está verdadeiramente transformado em um guerreiro, você quer estar lá. Você quer tentar fazer a diferença.
Não há nada de moralmente superior sobre o cão, o guerreiro, mas ele leva vantagem em uma coisa. Apenas uma. E essa vantagem é a de que ele é capaz de sobreviver em um ambiente ou situação que destrói 98% da população.
Houve uma pesquisa alguns anos atrás com indivíduos condenados por crimes violentos. Esses presos estavam encarcerados por sérios e predatórios atos de violência: Assaltos, assassinatos e assassinatos de policiais. A GRANDE MAIORIA DISSE QUE ESCOLHIA SUAS VÍTIMAS PELA LINGUAGEM CORPORAL: ANDAR DESLEIXADO, COMPORTAMENTO PASSIVO E FALTA DE ATENÇÃO AO AMBIENTE. Eles escolhiam suas vítimas como os grandes felinos fazem na áfrica, quando eles selecionam aquele que parece menos capaz de se defender.
Algumas pessoas parecem destinadas a serem ovelhas e outras parecem ser geneticamente escolhidas para serem lobos ou cães. Mas eu acredito que a maior parte das pessoas pode escolher qual dos dois eles querem ser, e eu estou orgulhoso de dizer que mais e mais americanos estão escolhendo serem cães.
Sete meses depois do ataque de 11 de setembro, Todd Beamer foi homenageado em sua cidade natal, Cranbury, Nova Jersey. Todd, como vocês se lembram, era o homem no vôo 93, sobre a Pensilvânia, que ligou de seu celular para alertar um operador da United Airlines sobre o sequestro. Quando ele soube que outros três aviões haviam sido usados como armas, Todd largou o telefone e disse as palavras "Let's roll" o que as autoridades acreditam que tenha sido um sinal para os outros passageiros para confrontar os seqüestradores. Em uma hora, uma transformação ocorreu entre os passageiros - atletas, homens de negócios e pais - de ovelhas para cães pastores e juntos eles combateram os lobos, salvando um número indeterminado de vidas no chão.
"Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins." - Edmund Burke
Aqui é o ponto que eu gosto de enfatizar, especialmente para os milhares de policiais e soldados para os quais falo todo ano. Na natureza, as ovelhas, as ovelhas de verdade, nascem assim. Cães nascem assim, bem como os lobos. Eles não têm uma chance. Mas você não é uma criatura. Você é um ser humano, e como tal pode ser o que quiser. É uma decisão moral consciente.
Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um policial por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os pastores o caçarão e você não terá nunca descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um cão pastor andar no caminho do guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente DIÁRIA de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta.
Quantos policiais, por exemplo, levam armas para a igreja? Elas estão bem escondidas em coldres de tornozelo, coldres de ombro, dentro dos cintos ou nas costas. A qualquer hora em que você estiver no culto ou na missa, há uma boa chance que um policial na sua congregação esteja armado. Você nunca saberia se havia ou não um indivíduo assim em seu local de adoração, até que o lobo aparece para massacrar você e as pessoas que você ama.
Eu estava treinando um grupo de policiais no Texas e, durante o intervalo, um policial perguntou a seu amigo se ele levava a arma para a igreja. O outro respondeu "Eu nunca vou desarmado à igreja" Eu perguntei porque ele tinha uma opinião tão firme a esse respeito, e ele me contou a respeito de um policial que ele conhecia que estava em um massacre em uma igreja em Fort Worth, Texas, em 1999. Nesse incidente, uma pessoa desequilibrada mentalmente entrou na igreja e abriu fogo, matando quatorze pessoas. Ele disse que o policial acreditava que ele podia ter salvo todas as vidas naquele dia se ele estivesse carregando sua arma. Seu próprio filho foi atingido, e tudo o que ele pôde fazer foi atirar-se sobre o corpo do garoto e esperar a morte. Aquele policial me olhou nos olhos e disse "Você tem idéia do quão difícil é viver consigo mesmo depois disso?
Alguns ficariam horrorizados se soubessem que esse policial estava na igreja armado. Eles o chamariam de paranóico e provavelmente o admoestariam. Ainda assim, esses mesmos indivíduos ficariam enfurecidos e pediriam que "cabeças rolassem" se descobrissem que os air-bags de seus carros estavam defeituosos, ou que os extintores de incêndio nas escolas de seus filhos não funcionavam. Eles podem aceitar o fato de que fogo e acidentes de trânsito podem acontecer e que deve haver medidas de segurança contra eles.
A única resposta deles ao lobo, no entanto, é a negação, e, frequentemente, sua única resposta ao cão pastor é a chacota e o desdém. Mas o cão pastor pergunta silenciosamente a si mesmo "Você tem idéia do quão duro seria viver consigo mesmo se seus entes queridos fossem atacados e mortos, e você ficasse ali impotente porque está despreparado para aquele dia?"
É a negação que transforma as pessoas em ovelhas. Ovelhas são psicologicamente destruídas pelo combate porque sua única defesa é a negação, que é contra produtiva e destrutiva, resultando em medo, impotência e horror, quando o lobo aparece.
A negação mata você duas vezes. Mata uma, no momento da verdade, quando você não está fisicamente preparado: você não trouxe sua arma, não treinou. Sua única defesa era o pensamento positivo. Esperança não é uma estratégia. A negação te mata uma segunda vez porque mesmo que você sobreviva fisicamente, você fica psicologicamente destroçado pelo seu medo, impotência e horror na hora da verdade.
Gavin de Becker coloca dessa maneira em "Fear Less", seu soberbo livro escrito após o 11/Set., leitura requerida para qualquer um tentando entender a atual situação global: "... a negação pode ser sedutora, mas ela tem um efeito colateral insidioso. Apesar de toda a paz de espírito que aqueles que negam a realidade supostamente alcançam por dizerem que as coisas não são tão sérias assim, a queda que eles sofrem quando ficam cara a cara com a violência é muito mais perturbadora."
A negação é uma situação de "poupe agora pague mais tarde", uma enganação, um contrato escrito só em letras miúdas. A longo prazo, a pessoa que nega acaba conhecendo a verdade em algum nível.
Assim, o guerreiro deve lutar para enfrentar a negação em todos os aspectos de sua vida, e preparar-se para o dia em que o mal chegará.
Se você é um guerreiro que é legalmente autorizado a carregar uma arma e você sai sem levar essa arma, então você se transforma em uma ovelha, fingindo que o homem mau não virá hoje. Ninguém pode estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida inteira. Todos precisam de tempo de repouso. Mas se você está autorizado a portar uma arma e você sai sem ela, respire fundo e diga para si mesmo:
"BÉÉÉÉÉÉÉ..."
Essa história de ser uma ovelha ou um cão pastor não é uma questão de sim ou não. Não é um tudo ou nada. É uma questão de degraus, um continuum. De um lado está uma desprezível ovelha com a cabeça totalmente enfiada na terra, e no outro lado está o guerreiro completo. Poucas pessoas existem que estão completamente em um lado ou outro. A maioria de nós vive no meio termo. Desde 11 Set, quase todos nos Estados Unidos deram um passo acima nesse continuum, distanciando-se da negação. A ovelha deu alguns passos na direção de aceitar e apreciar seus guerreiros, e os guerreiros começaram a tratar seu trabalho com mais seriedade. O grau para o qual você se move nesse continuum, para longe da "ovelhice" e da negação, é o grau no qual você estará preparado para defender-se e a seus entes queridos, fisicamente e psicologicamente, na hora da verdade.

Fonte: Eu nasci pra ser polícia

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

APÓS MORTE DE 4 POLICIAIS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA FAZ DESABAFO: "A POLÍCIA ESTÁ SOZINHA"




RIO — Abalado com a morte de quatro policiais no fim de semana, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta segunda-feira, que ‘‘a polícia está sozinha no combate à criminalidade no Rio’’. Ele fez o desabafo durante o velório do policial civil Thiago Thomé de Deus, de 29 anos, assassinado na manhã de domingo no bairro do Fonseca, em Niterói. À tarde, ele criticou ainda o modelo orçamentário estabelecido pela Constituição Federal, que impede um maior repasse de verbas para as polícias dos estados:
— Acho que as pastas de saúde e educação precisam mesmo ter maior peso na participação orçamentária, pois são setores importantes, mas me considero só nessa luta de cobrar mais para a segurança dos estados. É muito desigual. O governo federal só nos ajuda mandando recursos para a formação de policiais. Não há um orçamento anual previsto. As pessoas se esquecem que todos têm de participar. A polícia é o único ente do poder público dentro de uma área conflagrada. A polícia é sempre a bucha do canhão. Não existe uma polícia como a nossa no mundo. É o policial que põe o peito na frente e encara esse estado de barbárie.
Sem citar nomes, Beltrame cobrou um maior apoio de instituições à política de pacificação implantada no estado.
— A polícia está sozinha nessa selvageria toda com essas pessoas que não tem apego algum pela vida e matam por um celular. Precisamos da ajuda das outras instituições que compõem o conceito de segurança pública. A ponta disso tudo é a polícia, e ela continua sozinha nessa luta — afirmou o secretário, que repetiu um alerta. — A polícia está se esgotando. A situação de impunidade impera, há uma banalização da vida. Tiram a vida das pessoas de uma maneira muito natural, tiram por causa de um carro, de R$ 30, de um celular. Isso tem a ver com impunidade.

APARÊNCIA DE ADOLESCENTES

Thiago Thomé de Deus e a mulher voltavam para casa após assistirem ao Desfile das Campeãs na Sapucaí quando um grupo de jovens abordou o carro do casal. De acordo com investigadores, o agente tentou reagir e sacou uma pistola, mas a arma teria falhado. Segundo testemunhas, alguns dos assassinos aparentavam ser adolescentes.

O Globo

O chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, também esteve no velório do policial no Cemitério do Maruí. Fazendo coro às críticas de Beltrame, ele defendeu uma discussão sobre a reincidência criminal e o tratamento dado a adolescentes infratores:
— Já passou da hora de a nossa legislação sair do mundo da fantasia e vir para a realidade.

Fonte: O Globo

Obs.: Tivemos que compartilhar, não é todo ano que essa emissora de "notícias" publica alguma coisa falando sobre a matança de Policiais.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CONHEÇA A HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR NO BRASIL

Conheça a história da Polícia Militar no Brasil
O Brasil costuma levar a fama de não valorizar sua história e, muitas vezes, podemos verificar que realmente a maioria das pessoas pouco sabe sobre instituições de renome na história de nosso país.
Poucas polícias no planeta podem se orgulhar de ter uma história tão bonita quanto a da Polícia Militar brasileira e ela merece ser contada precisamente, pois sua atuação continua a ser essencial e sua relação com a população também.
Então nada mais justo que expor seus feitos e origem. No post de hoje iremos contar a história da Polícia Militar no Brasil. Confira:

A origem

A ideia de polícia no Brasil surgiu há muito tempo, ainda em 1500, quando D. João III resolveu instituir o sistema de capitanias hereditárias como divisão territorial vigente no país.
Martim Afonso de Souza recebeu então a chamada carta régia, que o estabelecia como administrador e promotor da justiça, além de organizador do serviço de ordem pública da maneira que ele julgasse correta, em todas as terras que conquistasse.
A partir daí, os registros mostram que em 1530 surgiu a Polícia Brasileira, com o intuito de promover a organização dos serviços e da ordem pública.

A estrutura

Em nossa pátria, o modelo de estruturação da polícia seguia a hierarquia usada em Portugal na Idade Média.
O sistema então contava com a figura de um Alcaide Mor, uma espécie de juiz com atribuição militar e policial, Alcaide Pequeno, que prendia criminosos especialmente em incursões à noite e quadrilheiro, homem que fazia juramento de cumprir o dever de policial, entre outros.
Era o Alcaide Pequeno que fazia o policiamento nas cidades e era ajudado por um escrivão da Alcaidaria, além dos quadrilheiros e do oficial de justiça (Meirinho).

O embrião da Polícia Militar

Muito depois dessa arcaica organização, surgia o embrião da Polícia Militar brasileira. Ele teve sua origem nas Forças Policiais, criadas ainda no Brasil Império. A corporação com mais tempo é a do estado do Rio de Janeiro, chamada de “Guarda Real da Polícia”. Ela tem sua data inicial em 13 de maio de 1809, através de D. João IV, na época Rei de Portugal, que enviou sua corte de Lisboa para cá, por conta da sangrenta guerra que Napoleão promovia pela Europa.
Soldados da Guarda Real da Polícia de Infantaria e Cavalaria
Soldados da Guarda Real da Polícia de Infantaria e Cavalaria.

O papel nos movimentos

Em 1830, D. Pedro I abdicou ao trono e D. Pedro II não possuía idade para assumir. Surge então o governo regente, que desagrada em cheio o povo, que contesta sua legitimidade. Movimentos revolucionários surgem, como a Guerra dos Farrapos e a Balaiada. Como eram considerados um perigo para a estabilidade Imperial, o ministro da justiça, padre Feijó, cria no Rio de Janeiro o Corpo de Guardas Municipais Permanentes, com atuação importante na manutenção da paz e da unidade nacional.
Vale lembrar que mesmo antes da família real chegar ao país, já havia uma força de patrulhamento em Minas Gerais, datada no ano de 1775, como o Regimento Regular de Cavalaria de Minas, criada na antiga Vila Velha (atual Ouro Preto). Era paga com dinheiro dos cofres públicos e já podia ser considerada uma “PM” mineira.
A partir de 1831, os outros estados passam a copiar a ideia e montar as suas guardas. A partir da Constituição de 1946, as Guardas Municipais começaram oficialmente a serem chamadas de Polícia Militar.
Surgia assim, de maneira oficial, essa corporação que hoje é muito importante para nosso país e segue incessante na busca da proteção do cidadão de bem e da justiça.

Fonte: Blog - E-Militar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

OPERAÇÃO "VOLTA ÀS AULAS" É DEFLAGADA EM ASSÚ

Aldemir Saraiva de Sena Júnior, vulgo "Juninho da Professora".

Randoval Erico Cabral da Silva, vulgo "Ratinho"


A Polícia Civil de Assú, sob o comando do delegado Carlos Brandão, com o apoio do 10º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando do Major Assis Santos, deflagrou a "Operação Volta às Aulas" que resultou na prisão do traficante de drogas Aldemir Saraiva de Sena Júnior, vulgo "Juninho da Professora".
Com "Juninho da Professora" foi encontrado grande quantidade de maconha e crack, totalizando quase 3Kg de droga, apetrechos utilizados no tráfico, uma espingarda calibre 12 de uso restrito, um revolver calibre .38, muitas munições calibres 38 e cartuchos calibre 12, várias aves silvestres em cativeiro ilegal, dentre outros objetos.
Com o sucesso da operação realizada, uma quantidade significativa de entorpecentes e armas foram retiradas de circulação, contribuindo no combate ao tráfico de drogas da região e redução dos índices de criminalidade.
No desenrolar da operação, foi preso ainda Randoval Erico Cabral da Silva, vulgo "Ratinho", por força de um mandado de prisão preventiva, em razão de um roubo praticado pelo mesmo, crime devidamente elucidado pela Delegacia Municipal de Assú.
"Juninho da Professora" responderá pelos crimes de Tráfico de Drogas, Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Permitido, Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Restrito e Cativeiro Ilegal da Fauna Silvestre e a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva já foi requerida.

(Informações Polícia Civil).

DO BLOG GTO ASSÚ: Há anos esses marginais são presos processados e em seguida soltos novamente. Várias vezes presos em flagrante ou pegos em investigações da Polícia Civil.

As Polícias Civil e Militar de Assú sempre fizeram sua parte, mesmo com todas as dificuldades estruturais e de efetivo. Infelizmente o Judiciário nada ou pouca coisa pode fazer, devido as leis cada dia mais beneficiando o bandido.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ARTIGO DE UM SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR: NÃO QUEREMOS SER OFICIAIS

PUBLICADO EM 2013, O ARTIGO DO SARGENTO É ATUAL E FAZ UMA INTERESSANTE ANÁLISE SOBRE AS CLASSES MILITARES POLICIAIS. VALE A PENA A LEITURA


Nesta semana algumas propostas de reestruturação surgiram e foram devidamente publicadas em vários blogs policiais do Distrito Federal. Várias teorias surgiram, entre elas, a de que as propostas seriam apenas uma tentativa de salvação de mandatos eletivos de políticos que nada fizeram por nossa categoria profissional, POLICIAL MILITAR.

Após o surgimento destas propostas também surgiu uma suposta "carta resposta" da Associação dos Oficiais repudiando a tal proposta de reestruturação, repudiando a entrada única de policiais, sugerindo o curso de direito como pré-requisito para se tornar oficial da Policia Militar.

Acredito, entretanto, que Direito não seja o curso mais indicado para nossos gestores. Administração sim, seria o curso mais adequado para policiais que precisam gerir pessoas, verba e equipamentos. Direito poderia vir em segundo plano, poderia ser exigido para quem trabalha nas ruas, que precisam saber o que fazer com criminosos, mas não é esse o ponto principal desta postagem.

Porque me tornar oficial de policia? Porque deixaria de ser um técnico, um executor? Não existe nada de pejorativo em prender marginais, não é uma função pior do que qualquer outra, pelo contrário é algo diferente, apaixonante, que utiliza conhecimentos técnicos, legais, físicos e táticos. Não é algo para qualquer um, tem que gostar, tem que saber fazer (ou pelo menos tentar). E quando já estamos ficando melhores, mais experientes nos jogam em uma função de pseudo oficial (oficial administrativo). Um oficial que não pode agir plenamente como oficial, por exemplo não pode comandar uma companhia de um Batalhão, ficando na maioria das vezes relegado a um posto de logística/ reserva de armamento.

Achamos que somos únicos mas todas as profissões tem gestores e executores. Uma das mais nobres profissões, a de médico, que possui diretores de hospitais, burocratas que tem que desenrolar-se logisticamente para administrar salários, custos, estruturas, demandas e temos médicos que tem seus plantões, fazem atendimentos emergenciais (GTOPs, ROTAM, PATAMO), consultas (RPs), cirurgias (BOPE). Você não vê médicos se matando para se tornar diretor de hospital, é claro que alguns querem, aqueles que não são vocacionados para a medicina, mas não há esse desespero de todos se tornarem gestores, temos médicos de 30 anos de profissão que amam o que fazem e seria um desserviço retirá-los do atendimento, assim como existem médicos de 30 anos de idade que já dirigem hospitais e o fazem com grande competência. A grande diferença entre estes médicos e nós policiais é que médicos ganham bem o suficiente para não ficarem loucos para se tornarem gestores, e nós policiais militares queremos ser oficiais não pela função em si, mas pelo que ela remunera.

Quero ser um executor que tenha cursos a minha disposição, estandes para treinar, viaturas em condições e alojamentos idem, e para isso necessito da atividade meio e de gestores que estejam correndo atrás. Uma boa linha de frente, motivada, bem paga e equipada combate a criminalidade motivada e os louros dessa boa atuação refletem não apenas no combatente, mas em todos. Todos estão felizes com nossa idiotice de ficar brigando entre si. Outras corporações, o governo local, deputados, todos ficam rindo da nossa cara, achando bom esse nosso patético teatro. Eles sabem que se fossemos unidos e organizados seriamos a menina dos olhos da segurança pública, a meninas dos olhos dos governadores e principalmente da sociedade que validaria qualquer tentativa de aumento de salários de nossa tropa.

Não quero ser oficial nem salário de oficial, quero um salário digno e pronto. Continuar procurando marginais, foi para isso que me inscrevi no concurso de soldado policial militar, não foi para um dia sair major ou tenente coronel. Não tenho essa ambição, pelo contrario a cada dia que mais próximo fico da carreira de oficial Administrativo mais triste fico.

Porque não posso passar 30 anos sendo praça, correndo atrás de vagabundo, me divertindo no serviço operacional, é isso que quero, o que anseio, mas quero passar trinta anos praça ganhando bem, só isso. Um praça não tem que ganhar mal para um oficial ganhar bem, podem os dois ganharem bem e com isso todos ganham. Não tenho que me tornar oficial administrativo para ganhar bem. Que praças e oficiais entrem em acordo, pois uma policia fraca como estamos ficando não trás lucro para ninguém, oficiais ou praças.

Não quero desmerecer a função de oficial de policia, temos grandes oficiais policiais militares, e que exercem com maestria sua função, a de gestores, mas sou praça, adoro o que faço e não vejo nada de errado em continuar sendo um combatente. Desde que receba bem para isso!


domingo, 1 de fevereiro de 2015

CORONEL ÂNGELO FALA SOBRE CONVOCAÇÃO DE PMs E LEI DE PROMOÇÕES EM ENTREVISTA AO PORTAL BO


POLÍCIA MILITAR APREENDEU 317 KG DE MACONHA NO SERIDÓ DO RIO GRANDE DO NORTE

caminhoneirodroga

Policiais da 2ª Companhia da PM de Jardim do Seridó, em conjunto com o GTO de Caicó, abordarem um caminhão no trevo da RN 089, já no município de Jardim do Seridó, com um grande carregamento de maconha.
Após a abordagem ao veículo, foi constatado que o caminhoneiro Demétrio Candido Coelho, de 57 anos, residente em Campo Redondo/RN, estava transportando no interior da carga 317 quilos de maconha em 297 tijolos da droga.
O entorpecente estava no caminhão Mercedes Benz, cor azul, placas MYL 1277/Natal. O acusado e a carga foram encaminhados para Delegacia Regional da Polícia Civil em Caicó para os procedimentos de flagrante.

Com informações de Magno Cesar